07/11/2023

Belo Horizonte: estilo, arquitetura, gastronomia e diversidade

Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, no sudeste do Brasil, é uma cidade rodeada de montanhas, com vários atrativos que combinam estilo, arquitetura, gastronomia e diversidade, além de ser um dos principais centros de realização de eventos no País.

Desde 2016, beagá, como é chamada pelos seus cerca de 2,300 milhões de habitantes e admiradores, integra o catálogo dos

, título concedido pela Unesco ao Conjunto Moderno da Pampulha, composto pela Casa do Baile, Museu de Arte da Pampulha, edifício do antigo Cassino, Iate clube, Casa JK e o Santuário Arquidiocesano São Francisco de Assis, que foi construído nos primeiros anos da década de 40.

Ao visitar a capital mineira, não se pode deixar de conhecer: a Praça do Papa, o Circuito Cultural Praça da Liberdade, o Estádio Mineirão, o Parque Ecológico da Pampulha e o Parque Serra do Curral. Além disso, tem também a Rota das Grutas de Peter Lund, sendo o Museu de Ciências Naturais da PUC, no bairro Coração Eucarístico, seu marco 0.

Beagá possui o segundo maior circuito LGBT+ do Brasil, de acordo com o ranking da Rede de Comunicação Guiya. Além disso, a cidade tem hoje um dos maiores e melhores carnavais de rua do Brasil – uma pesquisa do Google, realizada em 2017, apontou a festa como a segunda melhor do Brasil, atrás apenas da de Salvador. E, em junho, abriga o maior festejo junino do Sudeste.

Referência em moda, celeiro de startups, palco de grandes shows e manifestações populares, Belo Horizonte é o lugar perfeito para curtir uma mesinha simples de buteco – Beagá é conhecida como capital mundial dos bares -, deliciar-se com pratos criados por alguns dos chefs mais talentosos do Brasil – a capital mineira foi eleita Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco -, conhecer o trabalho incrível de artesãos locais e ainda conferir exposições internacionais.

 

Veja mais detalhes de alguns dos pontos turísticos mais famosos de Belo Horizonte:

Praça da Liberdade – com jardins, coretos, repuxos e estátuas em mármore de carrara, a Praça da Liberdade localiza-se no final da Avenida João Pinheiro, de frente para o Palácio da Liberdade, sendo cortada por dupla fileira de palmeiras imperiais e tendo, ao seu redor um circuito cultural que abriga diversos museus. Cercando a praça, construções como o Edifício Niemeyer, o Centro Cultural Banco do Brasil e a Biblioteca Pública. Sua fonte luminosa funciona diariamente, das 6h às 9h, das 11h às 14h e das 17h às 21h.

Parque Ecológico da Pampulha – O Parque Ecológico Francisco Lins do Rego, conhecido como Parque Ecológico da Pampulha, foi inaugurado em 21 de maio de 2004 e funciona de terça a domingo, das 8h às 17h. Com 30 hectares de áreas verdes, é propício para caminhada, andar de bicicleta, praticar slackline, soltar pipa, fazer piquenique e descansar. Nele também foi construído o Memorial Minas-Japão, monumento de 2009 que celebra o Centenário da Imigração Japonesa ao Brasil.

Lagoa da Pampulha – em 1936, o prefeito de Belo Horizonte, Otacílio Negrão de Lima, iniciou o represamento do ribeirão Pampulha, objetivando a construção de uma lagoa, cuja finalidade seria amortecer enchentes e contribuir para o abastecimento da capital. A obra foi completada em 1943 na gestão de seu sucessor, Juscelino Kubitschek. As principais atrações da Lagoa da Pampulha compõem o conjunto arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer. Sua orla, com 18 km de extensão, atrai pessoas de toda cidade para atividades esportivas e passeios.

Santuário Arquidiocesano São Francisco de Assis – localizado na Pampulha, recebe, anualmente, na festa do padroeiro, dia 4 de outubro, milhares de devotos. O monumento foi concebido pelo arquiteto Oscar Niemeyer, por encomenda do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitscheck, e construído entre 1943 e 1945, tendo sua ornamentação concluída em 1957. É a primeira igreja modernista da arquitetura brasileira. Foi doado pela prefeitura à Arquidiocese de Belo Horizonte em 1959 e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1947.

Estádio Mineirão – Conhecido como Gigante, o Estádio Governador Magalhães Pinto ou Mineirão foi inaugurado em 5 de setembro de 1965, com capacidade para 130 mil torcedores. É o quinto maior estádio do Brasil e faz parte do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, com uma bela vista para a Lagoa da Pampulha. Há cerca de 10 anos, foi totalmente reformado para a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014. O estádio, que abriga o Museu Brasileiro do Futebol, foi palco de três partidas do evento teste da Fifa e sediou seis jogos da Copa do Mundo, inclusive uma das semifinais.

Parque Serra do Curral – possui 10 mirantes, distribuídos por seus quatro mil metros de extensão, de onde o visitante pode identificar pontos turísticos da cidade e aspectos naturais de seu entorno, como a Lagoa da Pampulha, o Parque Municipal Américo Renné Giannetti, a Avenida Afonso Pena, o Estádio Mineirão, o Museu de História Natural e o Jardim Botânico da UFMG, o Pico do Itabirito, a Serra da Piedade, o Morro do Pires, o Morro do Elefante, o Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, entre outros.

Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais – o prédio-sede da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais foi inaugurado em 1961, obra do arquiteto Oscar Niemeyer para o governo Juscelino Kubitscheck. A Biblioteca reúne mais de 570 mil exemplares, incluindo obras raras e representativas de autores nacionais e estrangeiros, além de grande acervo digitalizado, coleção infanto juvenil, jornais e revistas novos e antigos, audiolivros e acervo em Braille. O espaço também conta com teatro para 220 pessoas, sala de cursos e galeria de arte.

Museu Casa Kubitschek – projetada em 1943, por Oscar Niemeyer, para ser a residência de fim de semana do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, a casa apresenta as várias características que tornam a Pampulha singular para o Brasil. Os jardins do paisagista Roberto Burle Marx ficam na frente e nos fundos da casa. Com telhado em forma de asa de borboleta e planos inclinados, a Casa Kubitschek configura tipologia característica da arquitetura brasileira do modernismo. A edificação é tombada pelas instâncias do patrimônio municipal, estadual e federal, e já passou por amplo processo de restauração, mas mantendo o projeto original. O museu, às margens da Lagoa da Pampulha, dedica-se a contar a história de uma casa modernista dos anos de 1940, 1950 e 1960, por meio de espacializações, objetos e estímulos sensoriais.

Centro de Arte Popular – localizado nas adjacências da Praça da Liberdade, o Centro de Arte Popular exibe a riqueza da cultura produzida pelos artistas populares de Minas Gerais. A instituição tem por objetivo divulgar a pluralidade e a diversidade cultural mineira, além de atuar como agente de inclusão social. Inaugurado em 2012, o CAP integra o Circuito Liberdade e seu acervo é composto por objetos confeccionados em madeira, cerâmica, tecido, fibras naturais, pedras, além de outros suportes e linguagens.

Mercado Central – com mais de 400 lojas, o Mercado Central é um dos pontos comerciais mais procurados de Belo Horizonte e consegue unir compras e lazer. Há corredores temáticos, como o dos queijos, doces, artesanatos, ervas, raízes, artigos religiosos, e as praças, como a da feijoada e a do abacaxi. Além das bancas coloridas de hortifrutigranjeiros sempre frescos, o visitante dispõe de um estoque dos mais variados produtos típicos da culinária mineira. Dentre os produtos mais procurados estão a goiabada, a cachaça da roça e o famoso queijo minas.

Parque das Mangabeiras – localizado ao pé da Serra do Curral, patrimônio cultural de Belo Horizonte, o Parque das Mangabeiras, projetado pelo paisagista Roberto Burle Marx, conserva em sua área de 2,4 milhões de m², 59 nascentes do Córrego da Serra, que integra a Bacia do Rio São Francisco. A uma altitude de 1.000 a 1.300 metros, o clima é ameno. É um lugar para descanso, lazer e esportes, que recebe cerca de 50 mil pessoas por mês. Os visitantes podem usufruir de recantos naturais, quadras de peteca, tênis e poliesportivas, pista de skate, brinquedos e atividades culturais. O contato com a vegetação nativa, representada por áreas de Cerrado e de Mata Atlântica, é um dos principais atrativos. Sua fauna conta com mais de 160 espécies de aves e cerca de 30 espécies de mamíferos, como o quati, o mico-estrela, o caxinguelê (esquilo), o ouriço-cacheiro e o tatu-galinha, além de cerca de 20 espécies de répteis e 20 espécies de anfíbios.

 

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