14/04/2026

Memorial da Pandemia homenageia vítimas da Covid-19, profissionais de saúde e o SUS

Foi inaugurado em 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, o Memorial da Pandemia, em homenagem às mais de 700 mil vítimas da Covid-19 e à valorização do Sistema Único de Saúde (SUS). Instalado no Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), no Rio de Janeiro, o espaço preserva essa memória e marca a reabertura do centro cultural à população. A iniciativa visa garantir que o período da crise sanitária não seja esquecido e sirva como base para o aprendizado de futuras gerações de brasileiros.

A homenagem às vítimas reúne diferentes espaços no memorial: a instalação digital “Cada Nome uma Vida”, um painel digital interativo com os nomes das pessoas que morreram por Covid-19, buscando humanizar as estatísticas e permitindo às famílias das vítimas terem suas histórias acolhidas; o monumento “Lembrar para Aprender”, uma escultura central que simboliza a resiliência da sociedade brasileira e a necessidade de vigilância constante para que tragédias semelhantes não se repitam; o Memorial Digital da Pandemia, desenvolvido em parceria com a Unicamp, o repositório reúne depoimentos, fotografias, documentos científicos e produções artísticas que mostram a experiência brasileira durante a crise; o monumento “Ciranda da Vida”, do escultor Darlan Rosa, criador do Zé Gotinha; e um parquinho temático voltado ao público infantil. Tudo isso procurando destacar também a importância da vacinação como política de Estado.

Durante a inauguração, foi lançado o Guia Nacional de Manejo das Condições Pós-Covid no âmbito do SUS e o portal do Memorial Digital da Pandemia de Covid-19 no Brasil, desenvolvido em parceria com a BIREME/OPAS/OMS e o Centro de Humanidades Digitais da Unicamp. No caso do portal, o acervo inclui um repositório que reúne documentos, depoimentos e registros fotográficos da atuação das equipes de saúde na linha de frente. Ele dará origem a uma exposição itinerante que passará por seis capitais, entre maio e janeiro de 2027, com início em Brasília e encerramento no Centro Cultural do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro.

O Guia Nacional de Manejo das Condições Pós-Covid, elaborado em parceria com a Fiocruz, reúne orientações para identificação, diagnóstico e tratamento das sequelas persistentes da Covid-19, conhecidas como pós-Covid, e substitui normativas anteriores, consolidando uma referência única para o cuidado em todos os níveis de atenção do SUS. Baseado em evidência científica, o novo guia orienta o manejo clínico dessas condições e busca ampla adoção por profissionais de saúde em todo o país.

Localizado na Praça Marechal Âncora, no centro do Rio, o CCMS ocupa um edifício que atravessa diferentes momentos da história pública brasileira. Criado como pavilhão de um dos principais eventos nacionais do início do século 20, Exposição Internacional do Centenário da Independência, realizada em 1922, o espaço foi posteriormente utilizado em ações de vigilância sanitária e, a partir de 2001, transformado em centro cultural.

Em junho, o Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS) abrigará a exposição “Vida Reinventada”, que propõe uma leitura coletiva das respostas da sociedade à pandemia de Covid-19, articulando memória, ciência, arte e justiça como eixos centrais para elaboração do trauma. A mostra tem curadoria da ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade Lima, e projeto expográfico de André Cortez, combinando abordagem estética e conteúdo histórico para transformar luto e resiliência em experiência pública de reflexão, ampliada por atividades paralelas como seminários, mostra de filmes e ações educativas.

A expectativa agora é consolidar o Memorial da Pandemia como referência nacional de memória pública e manter o tema presente no debate público nos próximos anos, em articulação com ações culturais, científicas e educativas.

  • Localização: Praça Marechal Âncora, 95, Centro, Rio de Janeiro.
  • Funcionamento: Terça a sábado, das 10h às 17h.
  • Entrada: Gratuita.

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