28/08/2022

Locais do Brasil valiosos para a humanidade eleitos pela Unesco

A Unesco se propõe a promover a identificação, a proteção e a preservação do patrimônio cultural e natural de todo o mundo, considerado especialmente valioso para a humanidade. As relações com a salvaguarda do patrimônio cultural tangível e intangível no Brasil são umas das principais referências para as políticas p~ublicas nesse campo.

1 – A Cidade Histórica de Ouro Preto, Minas Gerais

Ano do tombamento: 1980 

Fundada no final do século XVII, Ouro Preto foi o ponto central da corrida do ouro dos anos áureos da mineração no Brasil, no século XVIII. Com o esgotamento das minas de ouro, no século XIX, a influência da cidade diminuiu, mas muitas igrejas, pontes e chafarizes permanecem como testemunhos de seu passado de prosperidade e do excepcional talento do escultor barroco Aleijadinho.

2 – O Centro Histórico de Olinda, Pernambuco

Ano do tombamento: 1982

Fundada pelos portugueses no século XVI, a cidade tem uma história ligada à produção de açúcar. Reconstruída após ser saqueada por holandeses, seu tecido urbano central data do século XVIII. O equilíbrio harmonioso entre construções, jardins, 20 igrejas barrocas, conventos e numerosos pequenos passos (capelas) contribui para o charme particular de Olinda.

3 – As Missões Jesuíticas Guarani, Ruínas de São Miguel das Missões, Rio Grande de Sul e Argentina

Ano do tombamento: 1983

As ruínas de São Miguel das Missões, no Brasil, e as de San Ignacio Miní, Santa Ana, Nuestra Señhora de Loreto e Santa María la Mayor, na Argentina, situam-se no coração dos pampas, vegetação típica do sul do continente americano . Essas ruínas são remanescências impressionantes de cinco missões jesuíticas, construídas em território habitado pelos guaranis durante os séculos XVII e XVIII.

4 – O Centro Histórico de Salvador, Bahia

Ano do tombamento: 1985

Como primeira capital do Brasil, entre 1549 e 1763, Salvador da Bahia testemunhou a mistura das culturas europeias, africanas e ameríndias. A cidade se tornou o primeiro mercado de escravos do Novo Mundo, com escravizados que chegavam para trabalhar nas plantações de açúcar. Salvador tem sido capaz de preservar muitos edifícios renascentistas excepcionais, com casas de cores intensas, decoradas com finos trabalhos de estuque.

5 – O Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo, Minas Gerais

Ano do tombamento: 1985

Este santuário, localizado em Congonhas, foi construído a partir da segunda metade do século XVIII. É formado por uma igreja, cujo interior é decorado em magnífico estilo rococó, de inspiração italiana; por uma escadaria externa decorada com estátuas dos Doze Profetas; e por seis capelas (passos) que representam as Estações da Cruz, que abrigam esculturas policrômicas de Aleijadinho, obras-primas da arte barroca.

6 – O Plano Piloto de Brasília, Distrito Federal

Ano do tombamento: 1987

Brasília, a capital construída a partir do zero no centro do país, entre 1956 e 1960, foi um marco na história do planejamento urbano. O urbanista Lúcio Costa e o arquiteto Oscar Niemeyer pretendiam que cada elemento à simetria dos próprios edifícios – estivesse em harmonia com o design geral da cidade. Os edifícios oficiais são especialmente inovadores e criativos.

7 – O Parque Nacional Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato, Piauí

Ano do tombamento: 1991

Muitos dos numerosos abrigos rochosos no Parque Nacional da Serra da Capivara são decorados com pinturas rupestres, algumas com mais de 25 mil anos. Esse conjunto é um expressivo testemunho de uma das ocupações humanas mais antigas da América Latina.

8 – O Centro Histórico de São Luís do Maranhão

Ano do tombamento: 1997

O centro histórico de São Luís – cidade fundada pelos franceses e ocupada pelos holandeses antes do domínio português – data do final do século XVII e preservou completamente o planejamento original, com ruas organizadas de maneira retangular. Graças a um período de estagnação econômica no início do século XX, um número excepcional de edifícios históricos foi conservado, um extraordinário exemplo de uma cidade colonial das nações ibéricas.

9 – Centro Histórico da Cidade de Diamantina, Minas Gerais

Ano do tombamento: 1999

Diamantina, uma cidade colonial encravada como uma joia em um colar de montanhas rochosas inóspitas, relembra a façanha dos garimpeiros de diamantes do século XVIII e testemunha o triunfo do esforço cultural e artístico dos sores humanos sobre o meio ambiente.

10 – Centro Histórico da Cidade de Goiás

Ano do tombamento: 2001

A Cidade de Goiás testemunha a ocupação e a colonização das terras do Brasil central ao longo dos séculos XVIII e XIX. O traçado urbano é um exemplo do desenvolvimento orgânico de uma cidade mineradora, adaptada às condições da região. Ainda que modestas, tanto a arquitetura pública quanto a arquitetura privada formam um todo harmonioso, graças ao uso coerente de materiais e técnicas locais.

11 – Praça de São Francisco, na cidade de São Cristóvão, Sergipe

Ano do tombamento: 2010

A Praça de São Francisco, na cidade de São Cristóvão, é um quadrilátero a céu aberto, cercado por construções antigas muito relevantes, como a Igreja e o Convento de São Francisco, a Igreja e a Santa Casa de Misericórdia, o Palácio Provincial e edifícios associados de diferentes períodos históricos dos séculos XVIII e XIX, que propiciam uma paisagem urbana que reflete a história da cidade desde sua origem.

12 – Rio de Janeiro, paisagens cariocas entre a montanha e o mar

Ano do tombamento: 2012

O sítio do Rio de Janeiro consiste em um excepcional cenário urbano que compreende também os elementos naturais fundamentais que moldaram e inspiraram o desenvolvimento da cidade: desde as montanhas do Parque Nacional da Tijuca até o mar, incluindo o Jardim Botânico, (1808); as Montanhas do Corcovado, com a estátua do Cristo Redentor; e os morros ao redor da Baía de Guanabara, que incluem as amplas paisagens ao longo da Praia de Copacabana.

13 – Conjunto Moderno da Pampulha

Ano do tombamento: 2016

O Conjunto Moderno da Pampulha foi o centro de um projeto visionário de uma cidade jardim criado em 1940 em Belo Horizonte, a capital do Estado de Minas Gerais. Esse valioso monumento brasileiro é fruto da saga administrativa e do espirito visionário do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitscheck. Construído entre 1942 e 1943, o projeto original foi desenvolvido pelo arquiteto Oscar Niemeyer e o paisagista Roberto Burle Marx, em colaboração com outros grandes artistas e profissionais, entre eles, o pintor Cândido Portinari.

14 – Sítio Arqueológico Cais do Valongo

Ano do tombamento: 2017

O Sítio Arqueológico Cais do Valongo é localizado no centro do Rio de Janeiro, na antiga área portuária do Rio de Janeiro, e abrange toda a Praça do Jornal do Comércio. O antigo cais de pedra foi construído para o desembarque de africanos escravizados atingindo o continente sul-americano a partir de 1811. Cerca de 900 mil africanos chegaram à América do Sul pelo Cais do Valongo.

O sítio físico é composto por várias camadas arqueológicas, sendo a mais baixa composta do calçamento no estilo pé de moleque, característico do Cais do Valongo. É o traço físico mais importante da chegada de escravos africanos no continente americano.

15 – Paraty e Ilha Grande – Cultura e Diversidade

Ano do tombamento: 2019

O sítio de Paraty e Ilha Grande apresenta valor universal excepcional por suas características naturais e culturais, assim como a interação entre elas. A sua área de abrangência envolve porções territoriais de oito municípios dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, sendo que a maior parte da área núcleo está em Paraty e Angra dos Reis.

Localizada entre a Serra da Bocaina e o Oceano Atlântico, essa paisagem cultural inclui o centro histórico de Paraty, uma das cidades costeiras mais bem preservadas do Brasil, além de quatro áreas naturais protegidas da Mata Atlântica brasileira, um dos cinco principais focos de biodiversidade do mundo.

16 – Sítio Roberto Burle Marx

Ano do tombamento: 2021

Situado a oeste do Rio de Janeiro, o local incorpora um projeto de sucesso desenvolvido ao longo de mais de 40 anos pelo arquiteto, paisagista e artista Roberto Burle Marx (1909-1994) para criar uma “obra de arte viva” e um “laboratório paisagístico”, usando plantas nativas e com base em ideias modernistas. Iniciado em 1949, o Sítio apresenta as características principais que definiram os jardins paisagísticos de Burle Marx e influenciaram o desenvolvimento de jardins modernos internacionalmente.

Fonte: Unesco | Fotos: Wikipedia

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