01/12/2023
No começo do século 20, o médico austríaco Karl Landsteiner descobriu o sistema de grupos sanguíneos ABO, os tipos sanguíneos. E suas pesquisas, o médico observou que ao juntar o sangue de diferentes pessoas eles podiam se misturar ou não. A isso deu o
nome de compatibilidade sanguínea. Com isso, as transfusões de sangue passaram a acontecer de forma mais segura.
A descoberta dos tipos sanguíneos foi um marco na história da medicina e ajudou a salvar muitas vidas. Antes, muitas pessoas morreram ao fazer transfusões sanguíneas, devido a incompatibilidade com o sangue doado.
Os grupos sanguíneos são resultantes da combinação entre os antígenos que estão presentes na superfície das hemácias do sangue do doador e do receptor e podem ser classificados em 4 tipos:
A transfusão sanguínea consiste na transferência do sangue e de seus componentes de um doador para uma pessoa que está doente (o receptor). E geralmente são utilizadas com o objetivo de aumentar o transporte de oxigênio no sangue, restabelecer o volume sanguíneo ou corrigir problemas de coagulação.
Para que a transfusão se torne possível e mais segura, é importante conhecer o tipo sanguíneo do indivíduo. Pessoas com sangue do tipo O são consideradas doadoras universais, uma vez que elas não possuem antígenos A ou B em suas hemácias. Por outro lado, indivíduos com sangue AB são conhecidos como receptores universais, pois possuem ambos os antígenos. Já os indivíduos com sangue do tipo A ou B podem receber apenas o seu próprio tipo sanguíneo.
A incompatibilidade sanguínea está relacionada aos anticorpos presentes no sangue. Se o indivíduo possui tipo sanguíneo A, ele possui anticorpos contra as hemácias do tipo B e vice-versa. Indivíduos com sangue do tipo AB, podem receber todos os tipos sangue dado que não possuem anticorpos contra hemácias do tipo A nem do tipo B. Por outro lado, os indivíduos com tipo sanguíneo O possuem anticorpos contra ambas as hemácias e, por isso, só podem receber doação do mesmo tipo sanguíneo.
Outro sistema de tipagem sanguíneo muito estudado é o fator Rhesus (Rh), que determina a presença ou ausência do antígeno D nas hemácias. Quando presente, o indivíduo é classificado como Rh positivo e não possui anticorpos contra este antígeno. Em contrapartida, quando não expressa o antígeno Rh, seu sangue é classificado como Rh negativo. Embora estes indivíduos não apresentem anticorpos contra o antígeno D, podem apresentá-los quando expostos à sangues com fator Rh positivo.
No Brasil, os grupos sanguíneos mais comuns são o O e o A. A tipagem sanguínea auxilia no diagnóstico e na prevenção de várias doenças, como alguns tipos de câncer e as doenças cardiovasculares.
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