12/01/2026

Verão do Rio: entenda os perigos do calor extremo para a sua saúde e como enfrentar os dias escaldantes

O verão nas cidades da Região Metropolitana do Rio de Janeiro já disse a que veio logo no final de dezembro, com os picos de calor que deixaram a população literalmente suando. Aqueles dias foram um alerta para o que viria pela frente. Agora, em janeiro, as temperaturas continuam a assustar os cidadãos fluminenses, em um dos períodos mais desafiadores da história climática do Estado. A combinação entre umidade elevada e temperaturas que frequentemente superam a marca dos 40°C, com sensações térmicas que já chegaram a romper a barreira dos 55°C em pontos críticos como a Zona Oeste da capital carioca, é perigosa.

Segundo especialistas, este verão, impulsionado pelo aquecimento global e pelo fenômeno chamado “ilhas de calor” urbanas, pode ser o mais quente já registrado. Mais do que um desconforto, o calor extremo já virou uma questão de saúde e segurança públicas. Dados recentes informam que o aumento da temperatura média global já se reflete em ondas de calor mais frequentes e prolongadas no estado do Rio. Na capital, com sua geografia cercada por montanhas e mar, é criado um efeito e sensação de estufa, já que a falta de circulação de vento em áreas muito populosas agrava o estresse térmico. Os meteorologistas alertam que eventos extremos de calor e tempestades estão tornando-se regra.

Portanto, não basta ficar atento aos cuidados com o calor; há também o risco de temporais com potencial para alagamentos, enchentes e quedas de árvores, comuns após dias de temperaturas muito elevadas. Fique sempre atento às notícias sobre o tempo e aos alertas de órgãos públicos e proteja-se.

 

Veja algumas informações importantes e dicas que separamos para você:

A exposição prolongada a temperaturas elevadas e à radiação ultravioleta (UV) apresenta riscos graves, como:

  • Insolação: quando o corpo perde a capacidade de regular a própria temperatura, podendo causar danos cerebrais e falência de órgãos.
  • Desidratação severa: o suor excessivo elimina sais minerais essenciais, levando a tonturas, fraqueza e desmaios.
  • Doenças de pele: além das queimaduras, a exposição sem proteção é o principal fator de risco para o câncer de pele e o envelhecimento precoce (manchas e rugas).
  • Impacto cardiovascular: o coração precisa trabalhar mais para resfriar o organismo, o que aumenta o risco de infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs), especialmente em idosos.

 

Para preservar a saúde durante o verão fluminense, especialistas recomendam um protocolo de cuidados rigoroso. As dicas a seguir podem ajudar:

  • Beba água constantemente ao longo do dia, mesmo sem sentir sede. Carregar uma garrafa de água com você ajuda.
  • Priorize sucos naturais e água de coco.
  • Evite o álcool, que acelera a desidratação e interfere na percepção térmica do corpo.
  • Use protetor solar com FPS 30 ou superior de forma preventiva, mesmo para deslocamentos curtos ou atividades próximas de casa, reaplicando a cada duas horas.
  • Opte por roupas leves, de cores claras e tecidos que permitam a transpiração (como algodão e linho).
  • Use acessórios como chapéus, bonés e óculos de sol com proteção UV.
  • Evite exposição ao sol em horários críticos – entre 10h e 16h, período de maior incidência de raios UVB, quando os raios solares estão mais escaldantes e a pino.
  • Mantenha ambientes ventilados ou utilize umidificadores de ar e toalhas úmidas para combater o ar seco em locais fechados.
  • Prefira refeições leves, com frutas, legumes e saladas.
  • Adote banhos com água morna ou frita para ajudar na regulação térmica.
  • Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas exigem monitoramento constante. No caso de bebês, evite o excesso de roupas, que pode causar superaquecimento e desidratação silenciosa.

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