03/06/2025

Palácio Gustavo Capanema, no Centro do Rio, é reaberto ao público após seis anos de reforma

Símbolo da arquitetura modernista, o Palácio Gustavo Capanema, no Centro do Rio de Janeiro, foi reaberto dia 20 de maio, após 10 anos fechado e seis anos de obras de reforma. Em 2021, o prédio chegou a entrar na lista de imóveis federais passíveis de venda. Mas a mobilização política e civil garantiu sua permanência como patrimônio público.

Com a reinauguração, o local passou a ser um centro cultural, dedicando 60% de seu espaço para a arte, cultura e convivência, com atividades e eventos como cursos e seminários voltados para o público em geral e visitações gratuitas. Os outros 40% estão ocupados pela administração pública, com órgãos do Ministério da Cultura, como o Iphan, a Biblioteca Nacional, o Ibram, a Fundação Casa de Rui Barbosa e a Funarte.

O prédio, que já abrigou inicialmente o Ministério da Educação e Saúde Pública e mais tarde sediou o Ministério da Educação e Cultura foi o primeiro edifício modernista do País, com suas linhas limpas, uso de materiais inovadores e integração com a natureza. Esse ícone da cultura brasileira foi projetado por Lúcio Costa com participação de Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy, Carlos Leão, Jorge Moreira, Ernani Vasconcelos e consultoria de Le.

Construído entre 1937 e 1945, período que coincide com o Estado Novo, quando o Rio ainda era a capital do Brasil, o prédio de 16 andares é tombado pelo Iphan desde 1948 e abriga obras de arte que refletem o panorama cultural brasileiro da época, como os painéis de Candido Portinari e de Paulo Osir e o jardim suspenso de Roberto Burle Marx, no segundo andar, tudo aberto à visitação.

O térreo voltou a ser livre, como no projeto original. O quarto andar recebeu 100 mil itens da Divisão de Música e Arquivo Sonoro da Biblioteca Nacional. No acervo, além dos livros, muitos itens ligados à história musical do Brasil.

No terraço, um café será inaugurado em breve, no 16º andar, com vista para o Centro, o Aterro e o Pão de Açúcar. O mobiliário original também foi preservado: escrivaninhas, poltronas e luminárias dos anos 1940 foram restauradas com base em fotos de época e voltaram exatamente para onde sempre estiveram.

O nome Palácio Gustavo Capanema é uma homenagem ao ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema, que ocupou o cargo durante o governo de Getúlio Vargas. O edifício está localizado no centro do Rio de Janeiro, próximo à Biblioteca Nacional, ao Theatro Municipal, ao Palácio Pedro Ernesto (Câmara Municipal do Rio de Janeiro), ao Centro Cultural da Justiça Federal e ao Museu Nacional de Belas Artes.

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