03/10/2022
Estamos no mês de outubro, um mês todo cor de rosa. Sim, estamos no Outubro Rosa, um movimento mundial de conscientização para a detecção precoce do câncer de mama. A campanha foi criada no início da década de 1990, quando o símbolo da prevenção ao câncer de mama — o laço cor-de-rosa — foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York
(EUA). Desde então, a campanha acontece todos os anos e se expandiu internacionalmente.
As diversas ações, eventos e atividades realizados ao redor do mundo durante todo o mês de outubro, visando compartilhar informações e conscientizar a população sobre o câncer de mama, contribuem para a redução da incidência e da mortalidade pela doença.
Vamos entender mais um pouco sobre o câncer de mama?
O câncer de mama
O câncer de mama é o tipo que mais acomete mulheres em todo o mundo, tanto em países em desenvolvimento quanto em países desenvolvidos. As taxas de incidência variam entre as diferentes regiões do planeta, com as maiores taxas nos países desenvolvidos. E, apesar de ser mais raro, o câncer de mama também pode acometer homens, pois suas glândulas mamárias possuem hormônios femininos, ainda que em pequenas quantidades, representando apenas 1% do total de casos da doença.
No Brasil, o Outubro Rosa foi instituído pela Lei nº 13.733/2018. Durante o mês de outubro, o País realiza ações como: iluminação de prédios públicos com luzes de cor rosa; promoção de palestras, eventos e atividades educativas; veiculação de campanhas de mídia e disponibilização à população de informações em banners , em folders e em outros materiais ilustrativos e exemplificativos sobre a prevenção da doença.
Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Brasil, excluídos os cânceres relacionados a tumores de pele não melanoma, o câncer de mama é o mais incidente em mulheres de todas as regiões, com taxas mais altas nas regiões Sul e Sudeste. Já em relação aos óbitos, é a primeira causa de morte por câncer na população feminina em todas as regiões do Brasil, exceto na região Norte, onde o câncer do colo do útero ocupa essa posição.
Para o ano de 2022 foram estimados 66.280 casos novos de câncer de mama, o que representa uma taxa ajustada de incidência de 43,74 casos por 100 mil mulheres. A taxa de mortalidade, ajustada pela população mundial, foi 11,84 óbitos/100.000 mulheres, em 2020, com as maiores taxas nas regiões Sudeste e Sul, com 12,64 e 12,79 óbitos por 100 mil mulheres, respectivamente.
Se detectado precocemente, as chances de cura do câncer de mama são de 90%. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para o câncer de mama em Unidades Hospitalares especializadas.
Fatores de risco
Não há uma causa única para o câncer de mama. Diversos fatores estão relacionados ao desenvolvimento da doença entre as mulheres, como: envelhecimento, determinantes relacionados à vida reprodutiva da mulher, histórico familiar de câncer de mama, consumo de álcool, excesso de peso, atividade física insuficiente e exposição à radiação ionizante.
Os principais fatores são:
Comportamentais/Ambientais
Aspectos da vida reprodutiva/hormonais
Hereditários/Genéticos
A mulher que possui esses fatores genéticos tem risco elevado para câncer de mama.
Saiba mais sobre o assunto acessando a cartilha do Inca: Câncer de mama: vamos falar sobre isso?.
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