Coloco ou não o tracinho?

Você naturalmente sabe o que é hífen, aquele tracinho tão comum na nossa língua, utilizado entre algumas letras ou palavras. Para a maioria das pessoas, o hífen sempre foi um vilão na hora de escrever corretamente. Quem nunca se perguntou: – Devo ou não colocar o bendito tracinho? E esta dúvida continua presente com o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, mesmo que muitos defendam o fato de o Acordo ter tornado a escrita mais fácil. Afinal, uma vez vilão, sempre vilão. E o hífen nunca foi mocinho na língua portuguesa. Mas, vamos desmascarar este vilão?

Sobre o Acordo

O Acordo Ortográfi co da Língua Portuguesa foi assinado em 1990, mas entrou em vigor em 1º de janeiro de 2009, no Brasil e em todos os países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CLP) – Brasil, Portugal, Angola,Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Até o final de 2012, viveremos um período de transição para as novas regras. Mas, no dia 1º de janeiro de 2013, não tem mais desculpa. Vamos ter que adotar as mudanças, feitas para unir e aproximar os oito países que têm o português como língua oficial.

Não se emprega o hífen:

  1. Quando o prefixo ou falso prefixo termina em vogal, e o segundo termo inicia-se em r ou s. Neste caso, passa-se a duplicar estas consoantes: antirreligioso, contrarregra, infrassom, microssistema, minissaia.
  2. Quando o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal, e o segundo termo inicia-se com vogal diferente: antiaéreo, extraescolar, coeducação, autoestrada, hidroelétrico, plurianual, autoescola, infraestrutura.
  3. Em palavras que contêm os prefixos des- e in-, e o segundo elemento perdeu o h inicial: desumano, inábil, desabilitar.
  4. Em palavras com o prefixo co, mesmo quando o segundo elemento começar com o: cooperação, coobrigação, coautor,  coexistir.
  5. Em certas palavras que, com o uso, adquiriram noção de composição: pontapé, girassol, paraquedas, paraquedista.
  6. Em alguns compostos com o advérbio bem: benfeito, benquerer, benquerido.

Emprega-se o hífen:

  1. Nas formações em que o prefixo tem como segundo termo uma palavra iniciada por h: sub-hepático, geo-história, extra-humano, super-homem.
  2. Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal do segundo elemento: micro-ondas, semi-interno, auto-observação.

Obs.: O hífen é suprimido quando para formar outros termos: reaver, inábil, desumano, lobisomem, reabilitar.

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