07/05/2025
O show gratuito de Lady Gaga, realizado no último sábado (3) na Praia de Copacabana, não apenas parou o Rio de Janeiro — ele também bateu recordes no transporte público e superou o impacto gerado pelo espetáculo de Madonna, ocorrido um ano antes no mesmo local. A movimentação de passageiros, a operação especial dos modais urbanos e o volume de viagens interestaduais confirmaram: a Mother Monster venceu a Rainha do Pop… pelo menos nas rodoviárias e estações.
Antes mesmo do evento, o setor de transporte rodoviário já se preparava para um volume inédito. A Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati) projetava um crescimento de até 20% nos embarques interestaduais durante o feriado do Dia do Trabalho, impulsionado pelo evento e pelo clima favorável.
Os números eram claros: mais de 235 mil pessoas com destino ao Rio de Janeiro entre os dias 30 de abril e 4 de maio, com 7.608 ônibus escalados para a operação, sendo 1.582 veículos extras. Esses dados representaram um aumento de até 100% na oferta de ônibus em relação a um mês normal, e já sinalizavam que o show de Lady Gaga atrairia mais passageiros do que o da Madonna — que até então detinha o posto de maior movimentação.
No dia do show, o transporte público do Rio entrou em operação especial. A partir da meia-noite de sábado, Copacabana e bairros vizinhos foram bloqueados para ônibus fretados e veículos particulares. A Avenida Atlântica foi interditada totalmente às 7h, e após as 19h30 nem mesmo táxis e ônibus puderam mais entrar no bairro.
O Terminal Enseada de Botafogo passou a concentrar os embarques e desembarques principais, com linhas regulares em direção às zonas sul, oeste e norte. Enquanto isso, o MetrôRio operou ininterruptamente por 24 horas, mantendo abertas as estações Siqueira Campos, Cantagalo e Cardeal Arcoverde para atender o público. Houve ainda trens extras partindo da Central do Brasil, reforço no BRT e funcionamento 24h do VLT.
Todo esse aparato foi dimensionado para dar vazão ao enorme fluxo de pessoas atraídas pelo evento, consolidando o show como o de maior impacto logístico dos últimos anos na capital fluminense.
A confirmação do favoritismo de Lady Gaga veio com os números finais: a demanda por transporte público durante o show foi significativamente maior que a observada no show de Madonna. A movimentação de passageiros no terminal rodoviário Novo Rio cresceu 20% em relação ao evento anterior, consolidando o show da cantora americana como o de maior efeito no setor rodoviário interestadual do país desde a pandemia.
Segundo Leticia Pineschi, conselheira da Abrati, esse tipo de evento demonstra como o transporte público pode ser um aliado da mobilidade urbana em grandes celebrações. Ela reforça que os passageiros devem sempre optar por empresas regulares, que operam dentro das normas de segurança e qualidade do setor. “Essas empresas investem em frotas modernas e tecnologia para garantir conforto e segurança aos passageiros”, afirmou.
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