18/07/2025
Parte do Museu Nacional, localizado na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, foi reaberta ao público no dia 2 de julho, após o grande incêndio de 2018. Foram anos de restauração até a retomada do funcionamento de três espaços do palácio bicentenário, que estão abrigando a exposição temporário “Entre Gigantes: uma Experiência no Museu Nacional”, que vai até o dia 31 de agosto.
O meteorito Bendegó, que faz parte do acervo do museu há 137 anos e se tornou símbolo da resistência da instituição após a tragédia, pode ser visto logo na entrada. A sala ao lado foi dedicada à história do museu e da
reconstrução do palácio, com divulgação de detalhes da arquitetura do prédio e das obras de restauro, além da exposição de duas esculturas de mármore de Carrara que também resistiram ao fogo.
No pátio da escadaria principal uma novidade chama a atenção dos visitantes: o esqueleto de uma baleia cachalote com quase 16 metros de comprimento, recém-adquirido pelo museu e que parece nadar afixado ao teto. Quem visitar a exposição poderá ajudar a escolher o nome para a cachalote, que é o maior esqueleto em exibição na América do Sul.
“A comunidade do museu trabalhou muito ao longo destes anos da reconstrução e tem resistido e se envolvido com a alma pra gente reabrir e continuar as nossas atividades. Pra gente é tudo muito importante, muito simbólico, e muito grande estar passando por este momento agora, porque é a soma de todos os esforços”, destacou a vice-diretora do museu, Andréa Costa.
Reconstrução 
As obras de reconstrução do palácio e a busca por financiamento continuam. O orçamento total da restauração do museu é de R$ 516,8 milhões. Já foram captados R$ 347,2 milhões com entes públicos e empresas privadas. A maior quantia – R$ 100 milhões – foi repassada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo o Governo Federal, o restante da quantia necessária para finalizar as obras – quase R$170 milhões – será levantado.
Até momento, já foram concluídas as restaurações de 75% das fachadas e 80% dos telhados, com a preservação das características originais do palácio, que foi residência da família real brasileira, antes de abrigar o museu. Estão em andamento a reforma e a ampliação do prédio anexo ao palácio, o reforço estrutural de vãos e a consolidação de alvenarias, além da instalação de sistemas de proteção contra raios e de captação de águas da chuva, entre outros itens.
Assista a trajetória da reconstrução acessando o link: https://museunacionalvive.org.br/videos/ .
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