25/07/2024
A cidade de São Paulo abriga, desde 1985, um museu dedicado aos transportes públicos. O Museu SPTrans dos Transportes Públicos – Gaetano Ferolla chamava-se à época Museu da Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC). Fechado desde 2020, devido à pandemia da Covid-19, o local deve ser reaberto este ano, segundo sua atual administradora, a SPTrans.
Gaetano Ferolla, que teve a iniciativa de criar o espaço, havia sido funcionário da CMTC e, em 27 de setembro de 1991, exatamente um ano após sua morte, o museu foi batizado com seu nome, em reconhecimento ao seu empenho para a construção do local.
O museu possui em seu acervo veículos, peças, cerca de 1.500 fotografias e biblioteca com mais de 1.500 livros e cartazes publicitários antigos. Os veículos estão expostos no salão principal e no jardim. Além disso, há uma sala de oficina e restauração, onde os funcionários recuperam objetos e onde os veículos têm acesso, e outras duas salas: uma dedicada a miniaturas e maquetes e outra com móveis e objetos, como as primeiras carteiras de habilitação, incluindo a de um cocheiro, condutor de carroças e carruagens com cavalo, além de barqueiros e motorneiros.
Uma das peças que mais chama a atenção é o ônibus Double Decker, de dois andares, conhecido como fofão. Inspirado no modelo inglês, circulou na cidade de São Paulo no começo dos anos 1960. O acervo dispõe ainda de dois Trólebus – o Grassi, de 1948, e o Grassi Villares, de 1958 -, e um ônibus Executivo, de 1977.
Entre as atrações estão também: um bonde de tração animal, peça mais antiga do local, de 1872; um bonde areia, que tinha o papel de derramar areia nos trilhos para evitar derrapagem; o último bonde circular elétrico, fechado, do tipo “Cetex”, que operou entre 1947 e 1967 e foi apelidado de “Gilda”, título de um filme de sucesso da época; um bonde elétrico aberto, de 1900; um bonde fechado tipo Camarão, de 1927.
O acervo dispõe ainda de carros de passeio antigos, como o Ford Landau oficial da prefeitura, um Ford T, o Fusca Fafá do Departamento do Sistema Viário e uma Kombi vermelha da década de 80, que atuou na chamada operação corredor, fazendo a fiscalização.
O museu fica na Avenida Cruzeiro do Sul, 780, no Canindé, próximo à Estação Armênia da Linha 1-Azul do Metrô. Quando for visitar São Paulo, procure saber se o espaço já foi reaberto para aproveitar o passeio.
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