04/11/2022

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens com mais de 50 anos no Brasil, atrás apenas do câncer de pele do tipo não melanoma. O câncer na próstata é o tipo de tumor mais comum em homens com mais de 50 anos e é o segundo que mais mata, atrás do câncer de pulmão. Dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde revelam que, de 2019 a 2021, foram mais de 47 mil óbitos em razão desse tipo de tumor. No ano passado, 16.055 homens morreram em consequência da doença, o que corresponde a cerca de 44 mortes por dia. Para 2022, o Inca estima 65.840 novos casos de câncer de próstata.
A doença é o resultado de uma multiplicação desordenada das células da próstata. Portanto, exames preventivos frequentes são fundamentais para que esse tipo de câncer seja descoberto a tempo de ser tratado. Se descoberto no começo, as chances de cura são de 90% e com um tratamento menos invasivo. Então, é fundamental fazer check-up regularmente. Esta é a melhor forma de prevenir o desenvolvimento da doença e evitar o tratamento tardio, em estágio mais avançado, sem grandes chances de cura, que leva a um alto índice de óbitos.
Infelizmente, o preconceito que envolve o exame do toque retal, fundamental para o diagnóstico do câncer de próstata, tem sido o maior inimigo dos homens e a razão para a descoberta da doença já na fase avançada. No Brasil, 95% dos diagnósticos se dão tardiamente e, por essa razão, o número de mortes é tão grande.
Um dos objetivos do movimento Novembro Azul é justamente quebrar esse tabu e conscientização os homens que os cuidados com a saúde devem estar acima de qualquer preconceito. A partir dos 50 anos de idade (ou 45, se houver casos de câncer de próstata na família) o homem deve fazer os exames preventivos anualmente.
O exame de toque retal é rápido e indica se a próstata apresenta algum tipo de alteração. Caso a alteração seja detectada, o médico pode solicitar outros exames para confirmar o diagnóstico, como o PSA (Antígeno Prostático Específico), o ultrassom transretal e a biópsia da glândula, que consiste na retirada de fragmentos da próstata para análise. Só então é feito o diagnóstico.
Sobre o câncer de próstata (fonte: Dr. Drauzio Varella)Sintomas – a maioria dos cânceres de próstata cresce lentamente e não causa sintomas. Tumores em estágio mais avançado podem ocasionar dificuldade para urinar, sensação de não conseguir esvaziar completamente a bexiga e hematúria (presença de sangue na urina). Dor óssea, principalmente na região das costas, devido à presença de metástases, é sinal de que a doença evoluiu para um grau de maior gravidade.
Diagnóstico – o câncer de próstata pode ser diagnosticado por meio de exame físico (toque retal) e laboratorial (dosagem do PSA). Caso sejam constatados aumento da glândula ou PSA alterado, deve ser realizada uma biópsia para averiguar a presença de um tumor e se ele é maligno. Se for, o paciente precisa ser submetido a outros exames laboratoriais para se determinar seu tamanho e a presença ou não de metástases.
Tratamento – o tratamento depende do tamanho e da classificação do tumor, assim como da idade do paciente. Pode incluir prostatectomia radical (remoção cirúrgica da próstata), radioterapia, hormonoterapia e uso de medicamentos. Para os pacientes idosos com tumor de evolução lenta o acompanhamento clínico menos invasivo é uma opção que deve ser considerada.

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