Carnaval 2026: confira a ordem dos desfiles do Grupo Especial e Série Ouro e os enredos das escolas que cruzarão a Sapucaí domingo, segunda e terça
Rio de Janeiro se prepara para o carnaval 2026. Confira a ordem dos desfiles e os enredos que cruzarão a Sapucaí

O coração do samba já bate no ritmo da bateria e o Rio de Janeiro finaliza os preparativos para o Carnaval 2026. Mantendo o formato de sucesso consolidado no ano passado, o Grupo Especial será dividido em três noites de desfiles (domingo, segunda e terça-feira na Marquês de Sapucaí.
Antes das gigantes do Especial, as escolas da Série Ouro abrem os caminhos na sexta e no sábado, lutando por uma vaga na elite do samba carioca.
Ordem dos desfiles: Grupo Especial
Pelo segundo ano consecutivo, o Grupo Especial terá quatro escolas por noite, totalizando 12 agremiações.
Domingo (15 de Fevereiro)
- Acadêmicos de Niterói (Escola que subiu da Série Ouro)

- Imperatriz Leopoldinense
- Portela
- Estação Primeira de Mangueira
Segunda-feira (16 de Fevereiro)
- Mocidade Independente de Padre Miguel
- Beija-Flor de Nilópolis (Atual Campeã)
- Unidos do Viradouro
- Unidos da Tijuca
Terça-feira (17 de Fevereiro)
- Paraíso do Tuiuti
- Unidos de Vila Isabel
- Acadêmicos do Grande Rio
- Acadêmicos do Salgueiro
Ordem dos Desfiles: Série Ouro
A Série Ouro traz 15 escolas em busca do título e do acesso ao Grupo Especial de 2027.
Sexta-feira (13 de Fevereiro)
- Unidos do Jacarezinho
- Inocentes de Belford Roxo
- União do Parque Acari
- Unidos de Bangu
- Unidos de Padre Miguel
- União da Ilha do Governador
- Acadêmicos de Vigário Geral
Sábado (14 de Fevereiro)
- Botafogo Samba Clube
- Em Cima da Hora
- Arranco do Engenho de Dentro
- Império Serrano
- Estácio de Sá
- União de Maricá
- Unidos do Porto da Pedra
- Unidos da Ponte
Resumo dos enredos que as 12 escolas do Grupo Especial levarão para a Sapucaí:
Domingo (15 de Fevereiro)
- Acadêmicos de Niterói: “Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil”. A escola que sobe da Série Ouro aposta em uma biografia política e social, contando a trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva, a partir da narração de sua mãe, Dona Lindu, desde a infância no Nordeste até a chegada à presidência, com foco na superação e nos direitos dos trabalhadores.
- Imperatriz Leopoldinense: “Camaleônico”. A escola homenageia o cantor Ney Matogrosso. O enredo celebra a versatilidade, a transgressão e a estética performática do artista que desafiou padrões desde o grupo Secos & Molhados.
- Portela: “O Mistério do Príncipe do Bará”. A Majestade do Samba viaja ao Rio Grande do Sul para contar a história do Príncipe Custódio, figura real e espiritual africana que viveu em Porto Alegre e é central na religiosidade afro-gaúcha.
- Estação Primeira de Mangueira: “Mestre Sacacá do Encanto Tucuju – o Guardião da Amazônia Negra”. A Verde e Rosa traz a sabedoria ancestral do Amapá. O enredo foca em Mestre Sacacá, curandeiro e figura mística da região, explorando a força da natureza e as tradições do povo Tucuju.
Segunda-feira (16 de Fevereiro)
- Mocidade Independente: “Rita Lee, a Padroeira da Liberdade”. A Estrela Guia de Padre Miguel entra no rock’n’roll. O desfile celebra a vida e a obra de Rita Lee, exaltando sua ironia, sua defesa dos animais e sua importância como símbolo da emancipação feminina.
- Beija-Flor de Nilópolis: “Bembé do Mercado”. A atual campeã vai falar sobre resistência. O enredo foca na tradicional festa do Bembé do Mercado, em Santo Amaro (Bahia), única celebração de candomblé de rua que acontece desde a abolição da escravidão em 1888.
- Unidos do Viradouro: “Pra Cima, Ciça!”. Em uma homenagem rara a uma figura viva e de “chão” de escola, a Viradouro celebra seu próprio mestre de bateria, Mestre Ciça, destacando sua trajetória de décadas como um dos maiores revolucionários do ritmo no carnaval.
- Unidos da Tijuca: “Carolina Maria de Jesus”. A escola do Borel leva para a Sapucaí a vida da escritora de “Quarto de Despejo”. O enredo mergulha na literatura visceral de Carolina, mostrando como ela transformou a realidade da favela em poesia e denúncia social.
Terça-feira (17 de Fevereiro)
- Paraíso do Tuiuti: “Lonã Ifá Lukumi”. A escola de São Cristóvão explora as conexões entre o Brasil e Cuba através da Santería. O enredo mostra as rotas da ancestralidade Ifá e como os orixás cruzaram o oceano para se manterem vivos em ambas as culturas.
- Unidos de Vila Isabel: “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África”. A escola de Noel Rosa homenageia o multiartista, compositor e pintor Heitor dos Prazeres, explorando sua conexão com o Rio de Janeiro, a cultura afro-brasileira, a Pequena África e o samba como rito e território.
- Acadêmicos do Grande Rio: “A Nação do Mangue”. A escola celebrará o movimento cultural Manguebeat, nascido no Recife nos anos 90, traçando um paralelo entre a cultura da periferia nordestina e a Baixada Fluminense, exaltando a resistência dos “homens caranguejos” e ícones como Chico Science, um dos fundadores do movimento.
- Acadêmicos do Salgueiro: “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau”. O Salgueiro fecha o carnaval com uma homenagem póstuma à carnavalesca Rosa Magalhães. O enredo revisita o estilo barroco e as histórias fantásticas que a “Professora” contou em seus desfiles históricos.
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