15/01/2024
O desfile das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro é um dos maiores eventos do Brasil e atrai milhares de turistas de todo o mundo e do próprio País. Atualmente, reúne 12 agremiações, sendo seis no domingo de carnaval e seis na segunda-feira, numa competição que avalia quesitos como: enredo, samba-enredo, mestre-sala e porta-bandeira, comissão de frente, bateria, fantasias, alegorias e adereços, harmonia e evolução.
O primeiro desfile competitivo aconteceu no carnaval de 1932 e foi idealizado pelo jornalista Mário Filho, irmão do dramaturgo Nelson Rodrigues, através do jornal Mundo Sportivo. O segundo desfile, em 1933, foi organizado pelo jornal O Globo. No ano seguinte, foram realizados dois desfiles, um organizado pelo jornal O Páis e o outro pelo A Hora. Somente em 1935 a competição recebeu apoio da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, que pagou uma subvenção às escolas que iriam desfilar. E foi justamente a partir daquele ano que os desfiles passaram a ser organizados pela União das Escolas de Samba (UES), primeira entidade representativa das agremiações.
A UES mudou o nome para União Geral das Escolas de Samba (UGES), em 1939, depois para União Geral das Escolas de Samba do Brasil (UGESB), em 1949. Dois anos antes, porém, em 1947, foi criada uma nova entidade, a Federação Brasileira de Escolas de Samba (FBES) e, no carnaval de 1949 foram realizados dois desfiles, um organizado pela Federação e considerado “oficial” e outro pela UGESB, chamado de “não oficial”. Os dois resultados, no entanto, estão registrados como oficiais. No ano seguinte, surgiu uma terceira entidade, a União Cívica de Escolas de Samba (UCES) e, então, três desfiles aconteceram: dois “oficiais” (FBES e UCES) e um “não oficial” (UGESB), este sem o apoio da Prefeitura. Mas, os três resultados foram computados como oficiais. Em 1951, novamente houve dois desfiles: Oficial (FBES) e não oficial (UGESB). No carnaval de 1952 foi realizado apenas um desfile de escolas filiadas a entidades diferentes. Devido às fortes chuvas ocorridas durante as apresentações, não houve julgamento.
A segunda divisão do carnaval carioca foi criada em 1952. A primeira divisão foi depois batizada de Supercampeonato e a segunda passou a ser chamada de Campeonato. A primeira escola supercampeã foi a Portela, em 1955. Foi em 1952 também que aconteceu outro fato importante para o carnaval do Rio: a fusão da FBES com a UGESB para a criação da Associação das Escolas de Samba do Brasil (AESB), que depois mudou o nome para Associação das Escolas de Samba do Estado da Guanabara (AESEG) e, finalmente, Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro (AESCRJ).
Em 1984, ano da inauguração do Sambódromo do Rio de Janeiro, na Marquês de Sapucaí, ficou decidido que o carnaval teria duas escolas de samba campeãs, sendo uma no desfile de domingo e outra no desfile de segunda-feira, e que as duas vencedoras disputariam entre si o Supercampeonato. A Portela ganhou a disputa de domingo e a Mangueira a de segunda-feira, sagrando-se depois a supercampeã. Também em 1984 foi dado outro passo importante para o carnaval carioca: dez escolas de samba fundaram a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIESA), que passou a organizar os desfiles a partir de 1985.
Desde 1990, a primeira divisão do carnaval do Rio é chamada de Grupo Especial. A segunda divisão, antes denominada Grupo de Acesso, agora é chamada de Série Ouro. Abaixo dela estão a Série Prata e a Série Bronze e, por último, o Grupo de Avaliação, que desfila na Estrada Intendente Magalhães, no bairro da Vila Valqueire.
Em todos os anos de competição entre as agremiações do Grupo Especial, 15 escolas já conquistaram, uma ou mais vezes, o primeiro lugar no carnaval carioca. A Portela é a maior vencedora, com 22 títulos, seguida pela Mangueira, com 20.
Abaixo, tabela adaptada do site Wikipedia, com a relação de todas as escolas campeãs desde 1932, seus enredos e carnavalescos.
| Pré-oficial | |||
| Ano | Escola campeã | Enredo | Carnavalesco(a) |
| 1932 | Estação Primeira de Mangueira | Sorrindo ou Na Floresta | Sem informação |
| 1933 | Estação Primeira de Mangueira | Uma Segunda-feira no Bonfim da Bahia | Pedro Palheta e Maçu da Mangueira |
| 1934 | Estação Primeira de Mangueira (O País) |
Divina Dama ou República da Orgia | Comissão de carnaval |
| Recreio de Ramos (extinta (A Hora) |
Sem informação | Sem informação | |
| Oficial | |||
| Ano | Escola campeã | Enredo | Carnavalesco(a) |
| 1935 | Vai Como Pode (Portela) | O Samba Dominando o Mundo | Antônio Caetano |
| 1936 | Unidos da Tijuca | Sonhos Delirantes | Sem informação |
| 1937 | Vizinha Faladeira | Uma Só Bandeira | Sem informação |
| 1938 | As escolas desfilaram, mas não foram julgadas | ||
| 1939 | Portela | Teste ao Samba | Paulo da Portela |
| 1940 | Estação Primeira de Mangueira | Prantos, Pretos e Poetas | Sem informação |
| 1941 | Portela | Dez Anos de Glórias | Paulo da Portela e Lino Manoel dos Reis |
| 1942 | Portela | A Vida do Samba | Lino Manoel dos Reis |
| 1943 | Portela | Carnaval de Guerra | Liga da Defesa Nacional |
| 1944 | Portela | Brasil Glorioso | Liga da Defesa Nacional |
| 1945 | Portela | Motivos Patrióticos | Liga da Defesa Nacional |
| 1946 | Portela | Alvorada do Novo Mundo | Lino Manoel dos Reis |
| 1947 | Portela | Honra ao Mérito | Euzébio e Lino Manoel dos Reis |
| 1948 | Império Serrano | Homenagem a Antônio Castro Alves | Sem informação |
| 1949 | Império Serrano (FBES) |
Exaltação a Tiradentes | Sem informação |
| Estação Primeira de Mangueira] (UGESB) |
Apologia aos Mestres | Sem informação | |
| 1950 | Império Serrano (FBES) |
Batalha Naval do Riachuelo | Sem informação |
| Estação Primeira de Mangueira (UCES) |
Plano SALTE — Saúde, Lavoura, Transporte e Educação | Sem informação | |
| Prazer da Serrinha (extinta) (UGESB) |
Sem informação | Sem informação | |
| Unidos da Capela (extinta) (UGESB) |
Sem informação | Sem informação | |
| 1951 | Império Serrano (FBES) |
Sessenta e Um Anos de República | Sem informação |
| Portela (UGESB) |
A Volta do Filho Pródigo | Lino Manoel dos Reis | |
| Supercampeonato | |||
| Ano | Escola campeã | Enredo | Carnavalesco(a) |
| 1952 | A apuração não foi realizada | ||
| 1953 | Portela | As Seis Datas Magnas | Lino Manoel dos Reis |
| 1954 | Estação Primeira de Mangueira | Rio de Janeiro de Ontem e Hoje | Sem informação |
| 1955 | Império Serrano | Exaltação a Caxias | Sem informação |
| 1956 | Império Serrano | Caçador de Esmeraldas ou Sonhos das Esmeraldas | Sem informação |
| 1957 | Portela | Legados de D. João VI | Djalma Vogue, Candeia e Joacir |
| 1958 | Portela | Vultos e Efemérides do Brasil | Djalma Vogue |
| 1959 | Portela | Brasil, Panteon de Glórias | Djalma Vogue |
| 1960 | Portela | Rio, Capital Eterna do Samba ou Rio, Cidade Eterna | Djalma Vogue |
| Estação Primeira de Mangueira | Glória ao Samba ou Carnaval de Todos os Tempos | Sem informação | |
| Acadêmicos do Salgueiro | Quilombo dos Palmares | Fernando Pamplona, Arlindo Rodrigues e Newton de Sá | |
| Unidos da Capela (extinta) | Produtos e Costumes de Nossa Terra | João Moleque | |
| Império Serrano | Medalhas e Brasões | Sem informação | |
| 1961 | Estação Primeira de Mangueira | Reminiscências do Rio Antigo | Sem informação |
| Grupo 1 | |||
| Ano | Escola campeã | Enredo | Carnavalesco(a) |
| 1962 | Portela | Rugendas ou Viagens Pitorescas Através do Brasil | Nelson de Andrade |
| 1963 | Acadêmicos do Salgueiro | Chica da Silva | Arlindo Rodrigues |
| 1964 | Portela | O Segundo Casamento de D. Pedro I | Nelson de Andrade |
| 1965 | Acadêmicos do Salgueiro | História do Carnaval Carioca – Eneida | Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues |
| 1966 | Portela | Memórias de Um Sargento de Milícias | Nelson de Andrade |
| 1967 | Estação Primeira de Mangueira | O Mundo Encantado de Monteiro Lobato | Júlio Mattos |
| 1968 | Estação Primeira de Mangueira | Samba, Festa de Um Povo | Júlio Mattos |
| 1969 | Acadêmicos do Salgueiro | Bahia de Todos os Deuses | Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues |
| 1970 | Portela | Lendas e Mistérios da Amazônia | Clóvis Bornay e Arnaldo Pederneiras |
| 1971 | Acadêmicos do Salgueiro | Festa Para Um Rei Negro | Fernando Pamplona, Arlindo Rodrigues, Maria Augusta e Joãsinho Trinta |
| 1972 | Império Serrano | Alô, Alô, Taí Carmem Miranda | Fernando Pinto |
| 1973 | Estação Primeira de Mangueira | Lendas do Abaeté | Júlio Mattos |
| 1974 | Acadêmicos do Salgueiro | O Rei de França na Ilha da Assombração | Joãosinho Trinta e Maria Augusta |
| 1975 | Acadêmicos do Salgueiro | O Segredo das Minas do Rei Salomão | Joãosinho Trinta |
| 1976 | Beija-Flor de Nilópolis | Sonhar com Rei dá Leão | Joãosinho Trinta |
| 1977 | Beija-Flor de Nilópolis | Vovó e o Rei da Saturnália na Corte Egípciana | Joãosinho Trinta |
| 1978 | Beija-Flor de Nilópolis | A Criação do Mundo na Tradição Nagô | Joãosinho Trinta |
| Grupo 1-A | |||
| Ano | Escola campeã | Enredo | Carnavalesco(a) |
| 1979 | Mocidade Independente de Padre Miguel | O Descobrimento do Brasil | Arlindo Rodrigues |
| 1980 | Beija-Flor de Nilópolis | O Sol da Meia-noite, Uma Viagem ao País das Maravilhas | Joãosinho Trinta |
| Imperatriz Leopoldinense | O Quê Que a Bahia Tem? | Arlindo Rodrigues | |
| Portela | Hoje tem Marmelada! | Viriato Ferreira | |
| 1981 | Imperatriz Leopoldinense | O Teu Cabelo Não Nega | Arlindo Rodrigues |
| 1982 | Império Serrano | Bum Bum Paticumbum Prugurundum | Rosa Magalhães e Lícia Lacerda |
| 1983 | Beija-Flor de Nilópolis | A Grande Constelação das Estrelas Negras | Joãosinho Trinta |
| 1984 | Portela (Desfile de domingo) |
Contos de Areia | Edmundo Braga e Paulino Espírito Santo |
| Estação Primeira de Mangueira (Desfile de segunda-feira) |
Yes, Nós Temos Braguinha | Max Lopes | |
| Estação Primeira de Mangueira (Supercampeonato) |
|||
| 1985 | Mocidade Independente de Padre Miguel | Ziriguidum 2001 – Carnaval nas Estrelas | Fernando Pinto |
| 1986 | Estação Primeira de Mangueira | Caymmi Mostra ao Mundo o que a Bahia e a Mangueira Têm | Júlio Mattos |
| Grupo 1 | |||
| Ano | Escola campeã | Enredo | Carnavalesco(a) |
| 1987 | Estação Primeira de Mangueira | No Reino das Palavras, Carlos Drummond de Andrade | Júlio Mattos |
| 1988 | Unidos de Vila Isabel | Kizomba, Festa da Raça | Paulo César Cardoso, Milton Siqueira e Ilvamar Magalhães |
| 1989 | Imperatriz Leopoldinense | Liberdade, Liberdade, Abre as Asas Sobre Nós! | Max Lopes |
| Grupo Especial | |||
| Ano | Escola campeã | Enredo | Carnavalesco(a) |
| 1990 | Mocidade Independente de Padre Miguel | Vira, Virou, a Mocidade Chegou | Renato Lage e Lilian Rabello |
| 1991 | Mocidade Independente de Padre Miguel | Chuê, Chuá, as Águas Vão Rolar | Renato Lage e Lilian Rabello |
| 1992 | Estácio de Sá | Paulicéia Desvairada – 70 Anos de Modernismo | Mário Monteiro e Chico Spinoza |
| 1993 | Acadêmicos do Salgueiro | Peguei Um Ita no Norte | Mario Borriello |
| 1994 | Imperatriz Leopoldinense | Catarina de Médicis na Corte dos Tupinambôs e dos Tabajéres | Rosa Magalhães |
| 1995 | Imperatriz Leopoldinense | Mais Vale Um Jegue que me Carregue, que Um Camelo que Me Derrube, Lá no Ceará | Rosa Magalhães |
| 1996 | Mocidade Independente de Padre Miguel | Criador e Criatura | Renato Lage |
| 1997 | Unidos do Viradouro | Trevas! Luz! A Explosão do Universo | Joãosinho Trinta |
| 1998 | Beija-Flor de Nilópolis | Pará, O Mundo Místico dos Caruanas, nas Águas do Patu-anu | Cid Carvalho, Amarildo de Mello, Anderson Müller, Fran Sérgio, Ubiratan Silva, Nelson Ricardo, Paulo Führo e Victor Santos |
| Estação Primeira de Mangueira | Chico Buarque da Mangueira | Alexandre Louzada | |
| 1999 | Imperatriz Leopoldinense | Brasil, Mostra a Sua Cara em… Theatrum Rerum Naturalium Brasiliae | Rosa Magalhães |
| 2000 | Imperatriz Leopoldinense | Quem Descobriu o Brasil Foi Seu Cabral, no Dia 22 de Abril, Dois Meses Depois do Carnaval | Rosa Magalhães |
| 2001 | Imperatriz Leopoldinense | Cana-caiana, Cana Roxa, Cana Fita, Cana Preta, Amarela, Pernambuco… Quero Vê Descê o Suco na Pancada do Ganzá | Rosa Magalhães |
| 2002 | Estação Primeira de Mangueira | Brazil com Z é pra Cabra da Peste, Brasil com S é Nação do Nordeste | Max Lopes |
| 2003 | Beija-Flor de Nilópolis | O Povo Conta a Sua História: “Saco Vazio Não Para em Pé – A Mão que Faz a Guerra, Faz a Paz” | Laíla, Cid Carvalho, Fran Sérgio, Ubiratan Silva e Shangai |
| 2004 | Beija-Flor de Nilópolis | Manôa, Manaus, Amazônia, Terra Santa: Alimenta o Corpo, Equilibra a Alma e Transmite a Paz | Laíla, Cid Carvalho, Fran Sérgio, Ubiratan Silva e Shangai |
| 2005 | Beija-Flor de Nilópolis | O Vento Corta as Terras dos Pampas. Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Guarani. Sete Povos na Fé e na Dor… Sete Missões de Amor | Laíla, Cid Carvalho, Fran Sérgio, Ubiratan Silva e Shangai |
| 2006 | Unidos de Vila Isabel | Soy Loco por Ti, América – A Vila Canta a Latinidade | Alexandre Louzada |
| 2007 | Beija-Flor de Nilópolis | Áfricas – Do Berço Real à Corte Brasiliana | Laíla, Alexandre Louzada, Fran Sérgio, Ubiratan Silva e Shangai |
| 2008 | Beija-Flor de Nilópolis | Macapabá: Equinócio Solar, Viagens Fantásticas ao Meio do Mundo | Laíla, Alexandre Louzada, Fran Sérgio, Ubiratan Silva e Shangai |
| 2009 | Acadêmicos do Salgueiro | Tambor | Renato Lage |
| 2010 | Unidos da Tijuca | É Segredo! | Paulo Barros |
| 2011 | Beija-Flor de Nilópolis | A Simplicidade de um Rei | Laíla, Alexandre Louzada, Fran Sérgio e Ubiratan Silva e Victor Santos |
| 2012 | Unidos da Tijuca | O Dia em que Toda a Realeza Desembarcou na Avenida para Coroar o Rei Luiz do Sertão | Paulo Barros |
| 2013 | Unidos de Vila Isabel | A Vila Canta o Brasil, Celeiro do Mundo – “Água no Feijão que Chegou Mais Um” | Rosa Magalhães |
| 2014 | Unidos da Tijuca | Acelera, Tijuca! | Paulo Barros |
| 2015 | Beija-Flor de Nilópolis | Um Griô Conta a História: Um Olhar sobre a África e o Despontar da Guiné Equatorial. Caminhemos sobre a Trilha de Nossa Felicidade | Laíla, Fran Sérgio, Ubiratan Silva, Victor Santos, André Cezari, Bianca Behrends e Cláudio Russo |
| 2016 | Estação Primeira de Mangueira | Maria Bethânia: A Menina dos Olhos de Oyá | Leandro Vieira |
| 2017 | Portela | Quem Nunca Sentiu o Corpo Arrepiar ao Ver Esse Rio Passar? | Paulo Barros |
| Mocidade Independente de Padre Miguel | As Mil e Uma Noites de Uma ‘Mocidade’ pra Lá de Marrakesh | Alexandre Louzada | |
| 2018 | Beija-Flor de Nilópolis | Monstro É Aquele que Não Sabe Amar. Os Filhos Abandonados da Pátria que os Pariu | Laíla, Cid Carvalho, Victor Santos, Bianca Behrends, Rodrigo Pacheco e Léo Mídia |
| 2019 | Estação Primeira de Mangueira | História para Ninar Gente Grande | Leandro Vieira |
| 2020 | Unidos do Viradouro | Viradouro de Alma Lavada | Marcus Ferreira e Tarcisio Zanon |
| 2021 | Desfiles cancelados por causa da pandemia de Covid-19 | ||
| 2022 | Acadêmicos do Grande Rio | Fala, Majeté! Sete Chaves de Exu | Gabriel Haddad e Leonardo Bora |
| 2023 | Imperatriz Leopoldinense | O aperreio do cabra que o excomungado tratou com má-querença e o santíssimo não deu guarida | Leandro Vieira |
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