Contaminação microbiana em combustível pode ser ameaça

Para os usuários e fornecedores de combustível, a contaminação microbiana pode representar séria ameaça. Um único caso de contaminação microbiana do combustível diesel, se não for controlado, pode facilmente custar centenas de milhares de reais em danos e atividades corretivas. A contaminação está quase sempre presente nos combustíveis, até certo ponto. Se não for verificada por muito tempo, ela pode causar sérios danos aos motores e tanques, e até mesmo causar vazamentos e danos ambientais. A contaminação microbiana do diesel por “bug” cria um lodo chamado biofilme ou biomassa, que pode gerar vários problemas. Se deixado por um período prolongado de tempo sem tratamento, pode causar:

  • Filtros bloqueados
  • Aumento do desgaste do injetor
  • Aumento do consumo de combustível
  • Falta de combustível
  • Funcionamento menos eficiente do motor
  • Falhas do motor
  • Corrosão e vazamento do tanque

Como diminuir esse risco?

A manutenção básica do combustível, em comparação com os possíveis danos, custa relativamente pouco, então faz sentido tomar alguns cuidados. Para minimizar os riscos, há três atividades principais:

  • Remover a água dos tanques
  • Armazenar o combustível corretamente
  • Testar a contaminação microbiana de combustível regularmente

Tradicionalmente, os métodos de teste de combustível diesel dependiam do envio de amostras para análise por laboratório especializado, com um período de espera de quatro ou mais dias para obter os resultados.

Enviar amostras de combustível para um laboratório não é simples. Segundo a norma ASTM D6469, da American Society for Testing and Materials, a amostra deve ser transportada em gelo e testada dentro de 24 horas, ou pode não mais ser uma representação verdadeira do ambiente de onde veio, ou seja: atrasos podem provocar resultados errôneos.

Teste, resultado, relatório

Para simplificar esse processo de testagem e possibilitar um controle mais adequado, a Conidia Bioscience, com sede no Reino Unido, desenvolveu e fabrica o FUELSTAT®, que possibilita a realização de testes diretamente no tanque, por uma única pessoa. São testes de anticorpos de imunoensaio que, assim como um teste de gravidez busca apenas marcadores de hCG, o FUELSTAT® busca apenas os marcadores de bactérias e fungos que podem crescer em combustível de avião e diesel e que podem, potencialmente, causar tempo de inatividade operacional, corrosão e, no pior dos casos, problemas de segurança.

Composto apenas de placa de teste, frasco de teste, seringa de plástico, tubo de extração de uso único, e um lenço com álcool, o FUELSTAT® gera resultados em apenas 15 minutos, nas mesmas instalações onde o teste é feito. O teste incorpora seis dispositivos que medem os níveis alto e baixo de contaminação por Hormoconis resinae (H.res), por bactérias e fungos que proliferam nos combustíveis para aviação, no diesel e em outros tipos de combustíveis destilados médios.

Cada dispositivo contém um poço de amostra e um visor. Os resultados são exibidos em uma linha de teste (T), com uma linha de controle (C) para confirmar a validade do teste de cada dispositivo.

Com o uso apenas de um smart­phone, os resultados podem ser enviados gratuitamente, em segundos, para o sistema on-line FUELSTAT® Report para verificação digital e compartilhamento dos resultados, o que possibilita que, em qualquer lugar do mundo se obtenha:

  • Rastreabilidade dos testes
  • Identificação de pontos ativos para planejamento
  • Prova de teste, prova de resultado

Novos padrões de diesel

Segundo Daniel Werneck, Account Manager da Centric Energy, empresa distribuidora do ­FUELSTAT no Brasil, o risco de contaminação biológica do ­diesel tem aumentado pela evolução dos padrões para combustíveis menos poluentes. “O diesel comum, ou S500, possui 500 partes de enxofre por milhão, enquanto o S10 contém apenas 10 partes por milhão e ambos os tipos possuem uma crescente adição de biodiesel em sua composição. Se a diminuição do enxofre no Diesel S10 possibilita menor nível de emissões de gases poluentes na atmosfera, também diminui o efeito bactericida que esse elemento químico exerce. E o biodiesel adicionado, também menos poluente, possui maior capacidade hidrostática que o diesel refinado de petróleo e, consequentemente, uma umidade maior, o que possibilita uma maior proliferação biológica, resultando em maior número de manutenções não planejadas e maior tempo de inatividade não programada dos ativos.”

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