Recentemente a Salineira publicou em seu site uma nota de esclarecimento ( https://www.salineira.com.br/post/nota-de-esclarecimento-%C3%B4nibus-euro-vi ) para abordar as emissões observadas pontualmente em algumas viagens da sua frota de ônibus. O comunicado informa que a emissão vista não se trata de uma falha mecânica, mas de um procedimento técnico, automático e normal de limpeza do sistema de exaustão.
A empresa esclarece que opera veículos equipados com a tecnologia Euro VI, um padrão que utiliza sistemas de controle para reduzir impactos ambientais. A nota explica que a emissão ocorre durante a regeneração do Filtro de Partículas Diesel (DPF). Diferente da fumaça gerada por veículos com falhas, essa liberação possui baixa carga de poluentes e não representa uma emissão tóxica. O sistema dos veículos Euro VI atua em conjunto com outros componentes para converter gases nocivos em substâncias de menor impacto, como vapor de água, nitrogênio e dióxido de carbono. O
comunicado da empresa reforça a importância de compreender processos técnicos para evitar a disseminação de informações equivocadas.
O Filtro de Partículas Diesel é um componente instalado no escapamento dos motores. A sua função é capturar e reter as partículas provenientes da combustão, evitando a sua liberação na atmosfera. Como o dispositivo acumula fuligem de forma contínua, ele requer um mecanismo de limpeza para evitar o entupimento e a obstrução do fluxo de gases.
Este processo de limpeza é denominado regeneração. A regeneração consiste na queima da fuligem acumulada a altas temperaturas, que podem chegar a 600°C. Durante o procedimento, o veículo eleva a temperatura do escapamento para realizar a queima controlada da fuligem, o que pode gerar a liberação temporária de gases quentes e visíveis.
Existem dois modos principais de operação para a regeneração durante a condução. A regeneração passiva ocorre de forma contínua e natural, aproveitando as temperaturas atingidas pelos gases de escape em percursos mais longos, sem requerer intervenção. Quando a condução não gera a temperatura natural necessária, o sistema inicia a regeneração ativa. Neste caso, ocorre uma injeção extra de combustível para elevar a temperatura do escapamento até o nível exigido para a queima dos resíduos.
Todo o procedimento é monitorado em tempo real pela central eletrônica do veículo e tem luz de alerta no painel (ilustração ao lado). O sistema utiliza sensores para calcular a carga de partículas acumuladas e definir o momento adequado para a limpeza. Esse controle garante que a regeneração ocorra de forma segura e dentro dos parâmetros estabelecidos pelos fabricantes. A realização da regeneração é essencial para manter o funcionamento adequado do veículo, prevenir o modo de emergência do motor e assegurar a conformidade contínua com as normas ambientais.
Saiba mais sobre a regeneração de Filtro de Partículas Diesel (DPF) neste guia completo: https://kontrow.com.br/2026/05/08/estagios-de-regeneracao-do-filtro-euro-6-guia-completo/
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