10/10/2025

Com o filho Mateus e a esposa Carla, que trabalham como despachantes na mesma empresa, a Auto Viação Vera Cruz
Carlos Eduardo Alves Santos, 51 anos, coordenador Operacional, completou 23 anos como rodoviário e todos eles dedicados à Auto Viação Vera Cruz, empresa de Belford Roxo (RJ) com a qual nutre profunda conexão e carinho, devido ao papel fundamental que exerceu na transformação de sua vida pessoal e profissional.
Antes de ingressar na Vera Cruz, Carlos trabalhou em diversas áreas, começando pelo Exército. “Quando eu saí do quartel, fui trabalhar no ramo da construção civil, vendendo material de obra. Também trabalhei em pizzaria e, por último, vendi água no sinal do Colégio Leopoldo (em Nova Iguaçu – RJ)”, lembra.
“Vivendo por viver”
O coordenador conta que teve uma juventude sem perspectiva, devido à falta de formação acadêmica. “Depois que eu servi no quartel, fui vivendo por viver, trabalhando aqui, ali… eu não tinha estudo e acabei fechando as portas para mim. Na verdade, foi desleixo da minha parte. Eu costumo dizer que a gente tem a chance de entrar pela porta larga ou pela porta estreita; mas a larga é mais fácil e a pessoa acaba se aprofundando nela e, depois, para voltar, é um problema”, reflete.
Se na adolescência e início da vida adulta Carlos enfrentava dificuldades para vislumbrar um futuro, na infância não foi diferente. “Minha mãe saiu de Maceió (AL) com 17 anos e veio para o Rio trabalhar em casa de família, em Copacabana. Eu nasci na Zona Sul, em Botafogo; morei na São Clemente, na Dona Mariana e depois no Morro Dona Marta. Minha mãe só ia pra casa de 20 em 20 dias e meu pai eu nem conheci. Hoje, eu falo para o meu filho que ele tem como estudar, eu tenho condições de ajudar a pagar uma faculdade, eu tenho como ser o pai que eu não tive”, conta.
Ida para Maceió: “um problema”
Por volta dos 8 anos de idade, Carlos, o irmão mais velho e a mãe mudaram-se para Nova Iguaçu, onde, no ano seguinte, nasceu sua irmã. “Para minha mãe conseguir trabalhar, ela deixava a gente aos cuidados de outras pessoas. Uma vez a cuidadora da minha irmã deu bateu nela”. O rodoviário lembra ainda de outro momento desafiador na sua infância, quando se desentendeu com o padrasto porque ele agredia sua mãe. “Eu devia ter uns 12 anos e falei pra ele que um dia eu ia crescer. Aí ele convenceu minha mãe a me mandar para Maceió”.
Carlos viveu na capital alagoana com parentes por cerca de 5 anos. “Eu sentia que era um problema para eles. Filho dos outros é sempre um problema”. Pouco tempo após voltar para o Rio de Janeiro, o coordenador entrou para o Exército. “Foi nessa época que eu não quis mais ir para a escola e o resultado foi que acabei vendendo água no sinal”, lamenta para, então, comemorar: “mas aí a Vera Cruz entrou na minha vida”.
Início da trajetória de rodoviário
O atual coordenador iniciou na empresa como cobrador, função que exerceu por cerca de três anos. Sua trajetória na operadora foi marcada pelo crescimento: de cobrador para fiscal, de fiscal para despachante, e finalmente para coordenador Operacional. “É meio complicado e até emocionante falar da Vera Cruz, porque é minha segunda casa. Aqui eu aprendi a ser homem, a ter responsabilidade e direção na vida. Eu só tenho gratidão por essa empresa”, diz.
Seu desenvolvimento profissional dentro da operadora se deu porque a empresa enxergou seu talento para a liderança e também porque ele soube aproveitar as oportunidades de aprendizado, através de cursos e treinamentos, e pode tirar sua carteira de habilitação. Carlos destaca o incentivo do antigo gerente de Tráfego (Júnior) e dos diretores Manoel Teixeira (já falecido), Armando (cunhado de Manoel) e Francisco Teixeira (filho de Manoel), por reconhecerem seu potencial e sua capacidade para assumir novos desafios.
Trabalho e família
Como coordenador Operacional, Carlos tem responsabilidades, como: representar a empresa em fóruns de justiça, acompanhar todas as ocorrências de tráfego e, no caso de acidentes com vítimas, oferecer todo o suporte junto ao hospital e às famílias, atuar para a manutenção da regularidade dos horários dos ônibus, em parceria com o Detro-RJ, bem como junto aos fiscais, despachantes e monitores nos pontos, supervisionando seu trabalho para garantir o bom desempenho profissional, entre outras coisas.
Casado com Carla Mendonça, despachante da empresa – “ela entrou na Vera Cruz um ano antes de mim, vinda da São Jorge. Mas, nos conhecemos antes, quando ela trabalhava em casa de família e eu trabalhava no que aparecesse” -, pai de Mateus, 26 anos, também despachante na operadora, e da pequena Maria Eduarda, 13 anos, e avô de Murilo, 6 anos, Carlos se sente privilegiado e realizado por ter formado uma família de rodoviários que trabalham na empresa que foi o grande marco de transformação em sua vida.
Sonhos e planos para o futuro
Seus sonhos agora estão todos direcionados para o bem-estar e felicidade dos filhos, da nora Sabrina, que trabalha com instrumentação cirúrgica, e do neto. “Só quero ver meus filhos formados e felizes, sem precisarem passar pelas dificuldades que eu e meus irmãos passamos; pra isso, procuro ser um pai presente e dar a eles tudo o que precisam”, diz.
No campo material, Carlos comemora já ter conquistado a sonhada casa própria, próxima à empresa, no bairro de Heliópolis, construída em terreno cedido pela sogra. Agora, os planos são comprar uma casa de veraneio na Região da Costa Verde e, daqui a dois anos, fazer a festa de 15 anos da filha Maria Eduarda. “Desde que comecei a trabalhar como rodoviário, minha vida mudou. Antes, eu até bebia e não conseguia dar um rumo na minha vida. Hoje, tenho um emprego e uma família que são tudo pra mim”.
Parabens Carlos Eduardo, sua historia é muito linda!