Estudo da Fiocruz aponta aumento do número de casos de SRAG por Covid-19. Rio de Janeiro registra níveis de alerta

A Fiocruz divulgou, dia 28 de agosto, através de seu Boletim InfoGripe, aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid-19 no Rio de Janeiro, que registra níveis de alerta para a doença. Além do Rio de Janeiro, estão em estado de alerta: Amazonas, Distrito Federal, Mato Grosso, Goiás, Acre, Alagoas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.

O estudo é referente à Semana Imunológica entre 17 e 23 de agosto e informa que, apesar do aumento, os casos mais graves da doença continuam baixos no país, sem impactar nas hospitalizações. O cenário sugere indícios de queda na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e de aumento na tendência de curto prazo (últimas três semanas). Por isso, o alerta.

Apesar dos baixos registros de internações, o documento da Fiocruz destaca a importância de manter a vacinação em dia, especialmente as pessoas dos grupos de risco, como idosos e imunocomprometidos, que devem se vacinar contra a Covid-19 a cada seis meses, e pessoas com comorbidade, que precisam tomar doses de reforço anualmente.

Como o crescimento vem ocorrendo na faixa etária de 2 a 14 anos em diversos estados da região Centro-Sul, com destaque para São Paulo, alguns estados do Norde

ste e Amapá, além do Amazonas, onde se concentra nas crianças pequenas e é causado principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), o estudo faz uma recomendação importante: crianças e adolescentes que apresentarem sintomas de gripe ou resfriado devem ficar em casa e evitar ir à escola para que o vírus não seja transmitido para outras crianças.

Dentre os casos positivos deste ano, observou-se que 24,6% são de influenza A, 1,1% de influenza B, 45,1% de vírus sincicial respiratório, 25,2% de rinovírus, e 7% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 7,9% de influenza A, 1,7% de influenza B, 31,1% de vírus sincicial respiratório, 44,8% de rinovírus e 11,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias

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