11/06/2026
A Copa do Mundo de Futebol Masculino que iniciou nesta quinta-feira, dia 11 de junho, com sede tripla na América do Norte, alcança a marca de maior edição da história do torneio. O recorde se deve à expansão para 48 seleções participantes, o que também garante uma presença inédita de nove equipes da América Latina na disputa.
Além do México, que atua como um dos países-sede, as seleções da Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Haiti, Panamá, Paraguai e Uruguai entram em campo no campeonato quadrienal. Por outro lado, vizinhos regionais vivem cenários distintos: a Bolívia encerrou a fase de eliminatórias perto da vaga, a Venezuela segue sem nunca ter participado de um Mundial, o Chile amarga o declínio de uma geração anterior e El Salvador lida com o uso político do esporte pela gestão de Nayib Bukele após nova desclassificação.
O torneio ocorre em um contexto de tensões políticas no continente norte-americano. A organização nos Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump levanta preocupações sobre a aplicação de medidas de deportação e pressões diplomáticas a delegações estrangeiras, como a do Irã, que recebeu acenos de solidariedade do governo mexicano.
A cobertura da competição também resgata memórias e episódios marcantes do futebol na região. O panorama histórico inclui o gol do Haiti que impactou o cenário esportivo em 1950, a greve de jogadores uruguaios que antecedeu o título do ‘Maracanazo’ e episódios em que o esporte se misturou a conflitos geopolíticos, como a Guerra do Futebol na América Central no final da década de 1960 e as iniciativas de resistência política por meio de álbuns de figurinhas durante a ditadura militar argentina.
Fonte: Giro Latino
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