15/09/2022
O transporte público por ônibus da cidade do Rio de Janeiro, após período de grave crise, que resultou no encerramento das atividades de empresas de ônibus e na paralisação da operação de diversas linhas, entra agora em fase de recuperação. Essa nova etapa é fruto de um acordo, firmado em maio passado, entre os consórcios concessionários do serviço, a Prefeitura, o Ministério Público (MP) e a Justiça, além da participação da sociedade civil organizada, através de representante do Fórum de Mobilidade Urbana, entidade não governamental que representa o interesse dos usuários do transporte.
O acordo estabelece o pagamento, pelo poder concedente (Prefeitura), de um complemento por quilômetro rodado para as linhas que cumprirem metas pré-definidas. Trata-se de um subsídio, que tem como objetivo, no primeiro momento, manter em funcionamento os ônibus da cidade. A ameaça de interrupção da operação do sistema de transporte por ônibus no município e a crescente pressão por parte da população e também da imprensa sobre o governo foram determinantes para que as discussões sobre a necessidade de subsídio para o setor, antes no campo da teoria, passassem à prática.
De acordo com o Rio Ônibus (Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro), o reequilíbrio econômico-financeiro do sistema nunca havia sido revisto, apesar da necessidade de reavaliação a cada quatro anos. E, sem os recursos necessários para investimento, as consequências foram envelhecimento da frota, fechamento de empresas, serviços interrompidos, queda na qualidade do serviço e aumento do desemprego para a classe dos rodoviários.
É importante ressaltar que, ao firmar esse acordo, as empresas abriram mão de operar a bilhetagem eletrônica no município do Rio, da operação do BRT e ainda aceitaram reduzir em dois anos o prazo de duração do contrato em vigor.
Tudo que for para somar positivamente, para melhorar o transporte público será muito bom para a população, que utiliza no dia a dia.