21/06/2026

Foto de Ian Lucas
O financiamento do transporte coletivo deve ser compreendido como investimento para garantir o acesso da população ao espaço urbano, e não como repasse de verbas para empresas do setor. Essa posição foi apresentada pelo consultor em mobilidade urbana, Rodrigo Tortoriello, dia 17 de junho, em Brasília, durante o seminário Tarifa Zero no Brasil: desafios, expectativas e perspectivas, organizado pela Revista Fórum, no Teatro dos Bancários.
De acordo com o especialista, o período da pandemia de covid-19 demonstrou que o sistema de transporte não se sustenta apenas com o dinheiro arrecadado pelas tarifas. Tortoriello explicou que as restrições da época impediram a circulação de veículos com ocupação total nos horários de pico, o que evidenciou a necessidade de verbas complementares para manter as frotas em operação. O consultor ressaltou que o funcionamento de serviços públicos naquele período dependeu diretamente da manutenção do transporte.
Segundo o especialista, o debate sobre a gratuidade nas tarifas municipais avançou a partir da aceitação do subsídio como mecanismo de gestão. Tortoriello destacou que os gestores públicos precisam superar a visão de que o transporte coletivo é um tema de interesse restrito aos empresários. O objetivo da mudança de perspectiva é assegurar que os recursos do orçamento sejam aplicados para que o cidadão tenha direito de acesso à cidade.
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