14/06/2026
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, com dados referentes a 2025. A ferramenta avalia a capacidade da infraestrutura rodoviária de mitigar as consequências dos acidentes de trânsito.
O conceito de “rodovias que perdoam” adota a premissa de que sinistros envolvem múltiplos fatores, como o erro humano na condução e problemas mecânicos. Assim, a infraestrutura deve ser
construída ou adequada para evitar acidentes e impedir que essas falhas resultem em ocorrências graves e fatais. Para alcançar esse nível de segurança, as vias dependem da implantação de equipamentos de segurança passiva, tais como:
Os resultados de 2025 evidenciam que mais de 80% da extensão rodoviária analisada no país apresenta média ou alta probabilidade de que falhas de infraestrutura agravem as consequências dos sinistros. O levantamento mostra uma diferença estrutural de segurança dependendo do tipo de gestão da via.
Nas rodovias geridas pelo poder público, 50% da malha (42.052 km) possui Baixo Índice de Perdão. Apenas 4,8% dessa extensão pública tem alto nível de mitigação de danos. Nas rodovias concedidas à iniciativa privada, o cenário é inverso: 62% da malha avaliada apresenta Alto Índice de Perdão.
A distribuição territorial dessa infraestrutura exibe desigualdades. Os trechos com Alto Índice de Perdão concentram-se nas regiões Sul e Sudeste, devido à predominância de concessões. Por outro lado, o Norte, Nordeste e Centro-Oeste são marcados por corredores de baixo e médio perdão.
O estado do Rio de Janeiro destaca-se positivamente em relação à média nacional. Enquanto no cenário brasileiro apenas 19,9% da malha rodoviária avaliada possui Alto Índice de Perdão e 37,5% registra Baixo Índice de Perdão, os dados fluminenses revelam uma realidade estrutural diferente. No Rio de Janeiro, a maior parte das rodovias (52,2%, o equivalente a 1.383 km) apresenta Alto Índice de Perdão, e somente 6,3% (168 km) da extensão analisada encontra-se na classificação mais baixa. Esse contraste demonstra que, na comparação com o restante do país, os profissionais do transporte de passageiros intermunicipais que atuam no estado fluminense transitam por vias com maior capacidade infraestrutural de mitigar as consequências de eventuais acidentes do que a média nacional.
A qualidade e a segurança da infraestrutura viária influenciam diretamente a rotina operacional do transporte rodoviário de passageiros. O monitoramento dos riscos estruturais atua como um dado objetivo para a compreensão das condições reais das rotas em todo o território nacional.
Conheça os detalhes do estudo.
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