07/11/2025

Arena ANTP: painel debate sobre integração de modais e hubs de mobilidade

Durante a Arena ANTP 2025, no 24º Congresso Brasileiro de Mobilidade Urbana, realizado de 28 a 30 de outubro em São Paulo, especialistas discutiram o futuro da mobilidade e a transformação dos terminais em hubs de transporte e sociabilidade. O evento reuniu lideranças do transporte rodoviário e urbano, gestores públicos, montadoras, encarroçadoras e empresas de tecnologia.

O painel “Terminais, hubs e integração: parcerias público privadas para revitalização e gestão e exemplos de boas práticas nacionais e internacionais”, na tarde de 29/10, contou com Rodrigo Fernandes Toledo (Socicam), Silvia Pereira (Metrô de São Paulo) e Rémy Tao (Agência Francesa de Desenvolvimento – AFD), mediado por Leticia Pineschi (ABRATI).

Representando a Socicam, gestora de terminais rodoviários no país e na América do Sul, Rodrigo Fernandes Toledo destacou que os terminais são essenciais para a mobilidade de passageiros e turistas e que a empresa investe em inovação, conforto e expansão de serviços, especialmente nos terminais de SP, RJ, Brasília, Campo Grande e em cidades do Nordeste. Ele também ressaltou iniciativas voltadas às operadoras regulares, facilitando logística e serviços, e alertou para os desafios do setor, como a concorrência predatória do transporte clandestino.

Para Leticia Pineschi, os terminais funcionam como “salas de estar da mobilidade brasileira”. Ela reforçou que, ao oferecer conforto, serviços de qualidade e informações claras aos passageiros, os terminais incentivam o uso do transporte coletivo “por convicção, e não por necessidade”, contribuindo para cidades mais sustentáveis e menos congestionadas. Ela também destacou a importância da parceria entre operadoras regulares e gestores de terminais no combate ao transporte irregular, além do impacto da digitalização, que hoje concentra 85% das vendas de passagens de curta distância, exigindo um repensar da estrutura física dos terminais para atender melhor os passageiros.

Silvia Pereira apresentou o papel do Metrô na conectividade e experiência do passageiro, com investimentos em parcerias privadas, comunicação voltada ao turista e infraestrutura, incluindo a chegada da Linha 17 (Ouro) ao Aeroporto de Congonhas e a implantação de Wi-Fi 5G nas estações.

Rémy Tao trouxe a perspectiva internacional, mostrando exemplos franceses de Parcerias Público-Privadas e modelos de financiamento sustentável que podem inspirar o Brasil, como a Gare Saint-Lazare em Paris, onde a receita comercial sustenta operações e reformas, gerando hubs mais humanos e eficientes.

O transporte coletivo — rodoviário, urbano ou metroviário — é o futuro da sustentabilidade e da sociedade, mais democrático e promotor de sociabilidade e troca de vivências e experiências, finalizou Leticia Pineschi.

O debate consolidou a visão de que integrar modais, modernizar terminais e fortalecer parcerias é essencial para cidades mais acessíveis, eficientes e humanas.

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