Flores testa primeiro ônibus adaptado para pessoas com nanismo e pode inaugurar novo padrão de acessibilidade

Projeto em conjunto com o Detro-RJ e acompanhado pela Annabra, traz ajustes inéditos e reforça o papel dos profissionais rodoviários na inclusão de todos os passageiros

Reprodução, RJ TV, TV Globo

O transporte urbano do Rio de Janeiro pode estar iniciando uma nova etapa em acessibilidade. Está em fase de testes o primeiro ônibus do estado adaptado para pessoas com nanismo, fruto de uma parceria entre o Detro-RJ e a Transportes Flores, atendendo a uma demanda encaminhada pelo Ministério Público.

A iniciativa promove mudanças até então inéditas no setor. Entre os principais ajustes, estão o rebaixamento do validador (equipamento de bilhetagem eletrônica), o reposicionamento da câmera de vigilância e a reorganização de alguns pontos de apoio no interior do veículo. O objetivo é simples e essencial: garantir que passageiros com baixa estatura tenham autonomia, conforto e dignidade no uso do transporte público.

O projeto conta com acompanhamento direto de representantes da comunidade, como Viviane de Assis e Kenia Rio, presidente da Associação Nanismo Brasil (Annabra). Segundo dados da entidade, o Brasil tem mais de 20 mil pessoas com nanismo, muitas delas enfrentando dificuldades diárias em acessos públicos, principalmente na mobilidade urbana.

“Não é apenas uma adaptação física, é um reconhecimento de que todos têm o direito de embarcar e validar seu bilhete sem depender de terceiros”, explicou Kenia Rio, presidente da Annabra.

Impacto para motoristas e cobradores

Para os profissionais rodoviários, este projeto também traz uma reflexão sobre o papel no atendimento humanizado. A sensibilização e o treinamento das equipes serão fundamentais para garantir que o passageiro com nanismo seja atendido com respeito, sem infantilização ou exposição.

Sinalizações internas e orientações de embarque poderão compor os protocolos, assim como já ocorre com cadeirantes, idosos e pessoas com deficiência visual.

Uma mudança que pode virar referência nacional

Embora ainda em fase experimental, a iniciativa tem potencial para inspirar ajustes em frotas de outras empresas e estados. Especialistas em mobilidade defendem que a acessibilidade precisa avançar além das rampas e elevadores, considerando as diversas condições físicas dos usuários.

A Transportes Flores destacou o orgulho de participar do projeto-piloto:

“É mais do que uma adaptação técnica: é uma mudança de cultura no transporte público”, afirmou a empresa em nota.

Acessibilidade como política permanente

O Brasil possui legislação que garante o direito à acessibilidade em transportes (como a Lei Brasileira de Inclusão – LBI), mas não havia até agora diretrizes específicas para pessoas com nanismo. Este projeto pode contribuir para a criação de novos parâmetros técnicos no setor.

Com os testes em andamento, o Rio de Janeiro dá um passo importante para que nenhum passageiro precise pedir ajuda para exercer um direito básico: o de ir e vir com autonomia.

Se aprovado, o modelo poderá marcar o início de um novo capítulo na história da acessibilidade no transporte coletivo brasileiro.

Quer incluir também um box ou quadro informativo com dicas para motoristas e cobradores sobre como atender passageiros com nanismo com respeito? Isso pode enriquecer ainda mais a publicação.

Ampla cobertura da imprensa

Tanto o “RJ TV”, da TV Globo, quanto o “RJ no ar”, da TV Record, noticiaram os testes. Veja abaixo.

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